O Laboratório de Oncologia Experimental (LOE) do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará foi criado em 1989, pelo Professor Manoel Odorico de Moraes Filho e, desde então, vem se dedicando a pesquisa em modelos experimentais para determinação do mecanismo de ação de moléculas de origem natural e sintética com potencial atividade anticâncer, assim como, ao estudo dos mecanismos responsáveis pela gênese das neoplasias primárias e metástases. O seu corpo de pesquisadores é composto pelos doutores Manoel Odorico de Moraes Filho, Cláudia do Ó Pessoa e Diego Veras Wilker.

As suas linhas de pesquisa incluem: Prospecção de moléculas de origem sintética e natural com possível ação antineoplásica, imunoterapia do câncer, mecanismos regulatórios da proliferação e diferenciação celular e angiogênese tumoral.

O desenvolvimento dessas linhas de pesquisa de modo integrado e fundamentado no conhecimento da biologia do câncer converge para a aplicação prática dos conceitos e técnicas previamente estabelecidos na forma de dissertações, teses, publicações científicas e prestação de serviços, contribuindo na capacitação de recursos humanos de elevado padrão científico.

O LOE dispõe de modernos equipamentos e infra-estrutura adequada para o emprego de técnicas de biologia molecular, imunohistoquímica, citogenética, citotoxicidade, avaliação de moléculas em tumores experimentais, microscopia confocal, citometria de fluxo, análise de imagens, etc., na tentativa de desenvolver novos métodos precisos de diagnóstico e tratamento do câncer.

Um termo de cooperação assinado desde 1999 entre o LOE o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI-NIH) contribuiu de forma decisiva para a introdução de técnicas avançadas de bioprospecção, além de disponibilizar as 64 linhagens de células tumorais humanas usadas por essa instituição e que vem contribuindo para aprimorar o padrão de qualidade dos trabalhos e da prestação de serviços realizados pelos seus pesquisadores. Além disso, mantém cinco tipos de tumores experimentais (Walker, melanoma B16, Ehrlich, Sarcoma 180 e leucemia L1210) em ratos e camundongos, que permitem a avaliação in vivo de moléculas com potencial anticâncer. Além disso, dispõe também de modelos xenográficos de células neoplásicas humanas em camundongos imunodeprimidos (nude mice).

As pesquisas e as prestações de serviços realizadas no LOE obedecem aos padrões das boas práticas laboratoriais. Para tanto, conta com técnicos bem treinados e com uma linha de modernos equipamentos como High Throuput Screening (HTS), Microscopia Confocal, PCR (polimerase chain reaction) e PCR em Tempo Real, Processador Automático de Tecidos, Citômetro de Fluxo, Analisador de Imagens in vivo, além de ambientes adequados para a cultura de células humanas, repicagem de tumores experimentais e inoculação de células humanas em camundongos nudes.

Em 2007, o LOE foi selecionado através do edital MCT-CNPq / CT-SAÚDE – Nº 23/2007, para se estabelecer como Laboratório Nacional de Referência na prestação de serviços na área de prospecção de moléculas com potencial atividade antineoplásica e, assim, poder atender as necessidades da indústria farmacêutica nacional dentro dos padrões requeridos internacionalmente pelos órgãos regulamentadores do registro de medicamentos.

A crescente demanda de moléculas provindas de outras instituições do País ensejou a implantação, liderada pelo LOE, de um programa nacional de prospecção envolvendo diversas instituições de pesquisa com vistas à criação da Rede Nacional para Prospecção de Fármacos Anticâncer. Essas pesquisas vêm resultando em dezenas de publicações, na formação de mestres e doutores, além de contribuir diretamente com os programas de pós-graduação em que os nossos colaboradores estão credenciados.

Colaboradores do LOE

No âmbito das colaborações, merece destaque especial o Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da UFC que, por intermédio dos professores Edilberto Silveira, Otília Pessoa, Telma Lemos, Mary Anne Sousa Lima, Manoel Andrade Neto e Maria Conceição Ferreira Oliveira, vêm contribuindo decisivamente para o sucesso do LOE.

O LOE possui colaborações formais, sejam na forma de acordo de cooperação ou de projeto de pesquisa, com 20 instituições no Brasil, duas nos Estados Unidos e uma no Canadá. São elas: National Cancer Institute (NCI), Harvard University (HU), University of British Columbia (UBC), Instituto Nacional de Pesquisa do Amazonas (INPA), Universidade de São Paulo (USP-São Carlos), Universidade de São Paulo (USP-Ribeirão Preto), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Universidade Católica de Brasília (UCB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNIOESTE), Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Ceará (UFC-Bioquímica e UFC-Química), Universidade Federal do Amazonas (UAM), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual do Ceara (UEC), Universidade Federal de Feira de Santana (UFFS) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).

O LOE encontra-se aberto a novas colaborações que possam contribuir para ampliar o conhecimento do potencial terapêutico da nossa biodiversidade e disponibilizar novas opções de tratamento para o câncer. É também relevante ressaltar a profícua interação entre o LOE e o setor industrial farmacêutico nacional através da pesquisa e da prestação de serviços.