Modelos celulares e animais são imprescindíveis à pesquisa pré-clínica de novas drogas. Dados de citotoxicidade e mecanismo de ação podem ser obtidos nessa fase do desenvolvimento de fármacos. O Laboratório de Citotoxicidade e Toxicogenética realiza ensaios de citometria de fluxo para identificar e quantificar o tipo de morte celular, o conteúdo de DNA genômico e a fase do ciclo celular em que se encontram as subpopulações de células tratadas com as substâncias em desenvolvimento.

Na citometria também podem ser analisadas a forma das células tratadas e a presença de marcadores proteicos intracelulares ou de superfície, importantes para a resposta celular ao tratamento. Danos globais à estrutura dos cromossomos, causados pelas substâncias em estudo, são avaliados por meio do teste do cometa.

Diversos genes podem estar relacionados ao mecanismo de ação das substâncias citotóxicas e devem ter seu nível de expressão quantificado após o tratamento das células. Para tanto, são realizadas as técnicas de PCR quantitativo em tempo real e de eletrotransferência de proteínas (western-blot), para mensurar a expressão gênica em nível de RNA mensageiro e de proteínas, respectivamente. A clonagem de genes em Escherichia coli também é realizada para dar suporte à manipulação genética das células, por meio de diferentes vetores moleculares, para o estudo do papel desses genes na resposta celular ao tratamento com compostos citotóxicos. A expressão heteróloga de genes em E. coli também é realizada para a produção e purificação de proteínas recombinantes, utilizadas em estudos bioquímicos e físico-químicos da interação entre moléculas citotóxicas e suas prováveis proteínas-alvo.

As análises do Laboratório de Citotoxicidade e Toxicogenética são realizadas e supervisionadas pelo Dr. Carlos Roberto Koscky Paier (foto).